Virtualizar ou não eis a questão. Parafraseando a famosa frase levantamos uma grande questão, que deve martelar a cabeça de alguns gerentes de tecnologia por aí.
Quando comecei a trabalhar tínhamos 6 servidores, sendo que eram utilizados efetivamente 3, sem contar a máquina responsável por ser um gateway/firewall/proxy. As outras 2 máquinas ficavam ligadas 24×7 (resumindo: todos os dias, a semana toda…) e ainda por cima consumiam uma energia monstruosa.
Vejam a configuração dos servidores que ficavam ligados, sem utilização:
- Pentium II 500 MHz / 512 MB de RAM / 2 HDs de 9 GB SCSI
- 2 Pentium II 1.4 GHz / 2 GB de RAM / HD de 18 GB SCSI
Ambos consumiam uma baita energia, e ainda por cima estavam com os ventiladores de suas respectivas fontes queimados, mantendo-se ligados com a ajuda do ar-condicionado, que refrigera o ambiente.
Me deparando com tal situação resolvi, de imediato, questionar os diretores da empresa, e demais utilizadores dos sistemas à fim de saber para que eram utilizados os servidores. Recebi a seguinte resposta: para nada…
Prontamente desliguei ambos servidores, economizando energia e reduzindo para 4 o número de servidores ativos.
Diante deste cenário me coloquei o primeiro objetivo: maximizar a utilização de hardware, e reduzir ao máximo o número de servidores.
Observação: As informações contidas neste artigo referem-se a experiências pessoais, sem citar a empresa. Meu objetivo é levantar questões, buscar respostas, com base em situações reais.
Info: Texto escrito no meu blog no CWConnect da ComputerWorld. Os textos escritos lá serão transcritos integralmente aqui.