Olá pessoal,
Ultimamente eu tenho escrito sobre o novo Phenon II da AMD, e nada sobre os novos Core i7 da Intel. Pois bem, hoje vou falar sobre o sucessor dos Core 2 Duo.

O novo processador da Intel passou por dois longos anos de testes, e já está sendo lançado no mercado. Marcas brasileiras que vendem computadores das Casas do João, como a Positivo, já estão comprando o novo processador para colocá-lo em seus PCs.
O Core i7, como é chamado pela Intel por ser a sétima geração da microarquitetura x86 da Intel é conhecido também por Nehalem, seu codinome.
O processador da Intel possui 4 núcleos com a tecnologia Hyper-Threading. Não pense que é aquele velho HT dos Pentium 4, da arquitetura NetBurst. É um novo HT, da arquitetura Core i7. Já que a tecnologia Hyper-Threading da Intel proporciona mais núcleos lógicos, há por conta do HT 8 núcleos nos i7. Isso mesmo 8 núcleos, ou como chamam alguns, Octo-Core(4 reais encapsulados no processador e 4 lógicos, devido provavelmente pela duplicaçaõ de transistores. Confesso que não sei se há a duplicação de transistores, mais era isso que acontecia nos P4, quem sabe no Nehalem mudou).
Pelo que li, estarão presentes no mesmo chip de silício o controlador de memória, e o processador gráfico. O controlador de memória suportará até 3 módulos de memória DDR3 em triple-channel (não suportando memórias DDR2). Assim a Intel se aproxima mais ainda da visão da AMD, aonde tudo se integra ao processador, na mesma bolacha de silício. Se realmente for verdade, é muito interessante, afinal você não correrá o risco de comprar um computador “do povo” com as placas de vídeo integrada UniChrome da VIA. O único ponto a ser observado é o desempenho, será que vai ser afetado?
O processo de encapsulamento é realizado se utilizando de duas tecnologias excelentes. Inicialmente a Intel produzirá os i7 utilizando o processo de fabricação de 45 nanômetros, e está aprimorando para trabalhar com a fabricação dos i7 à 32 nanômetros, este com codinome Westmere.
Os Core i7 marcam o final do socket LGA 775, e traz o LGA 1366 de 1366 pinos (óóh) :0)
Abaixo algumas especificações dos processadores i7 que estão no mercado. O Core i7 vem em dois modelos “padrão” que vão utilizar o adesivo azul da figura acima, o i7 920 e o i7 940. Os dois se diferenciam apenas pela velocidade de processamento (clock), o primeiro o 920 trabalha com freqüências de até 2.66 GHz. O 940 trabalha com freqüências de até 2.93 GHz. Há também a versão Extreme do Core i7, modelo 965 Extreme Edition, que vai utilizar o adesivo preto, que trabalha com clock de 3.2 GHz. Abaixo algumas características comuns aos três modelos do Core i7:
- 8 núcleos de processamento (4 reais + 4 HT);
- 8 MB de cache L3 (256 KB de cache L2 por núcleo);
- Velocidade das memórias DDR3 suportada: 800 MHz, 1066 MHz e 1333 MHz.
Os Core i7 ainda incluem algumas tecnologias dos processadores Intel como:
- Intel Turbo Boost;
- Enhanced Intel SpeedStep;
- Execute Disable Bit;
- Arquitetura Intel 64 bits;
- Tecnologia de Virtualização Intel.
Vamos explicar um pouco o que cada tecnologia embarcada no processador representa:
- Intel Turbo Boost;
Até onde entendi esta tecnologia, ela comanda quais núcleos estaram ativos à partir de diversos fatores, levando em conta a carga operacional do processador. Por exemplo, se você está navegando na Internet, e escutando música, logicamente não serão necessários os 8 núcleos ativos, procesando à freqüência máxima. Então o Intel Turbo Boost reduz o número de núcleos ativos, provavelmente desativando-os, e economizando energia e tornando o processador eficiente de acordo com a tarefa que está sendo executada. Outro exemplo seria que você estivesse utilizando uma máquina virtual, como por exemplo o VMware, e instalada na mesma o Windows Vista Ultimate, logicamente o processador necessitaria de maior poder de processamento, ativando mais núcleos e os fazendo trabalhar em altas velocidades. Essa tecnologia então, conssiste em ativar ou desativar núcleos, fazendo-os trabalhar mais ou menos, de acordo com a demanda de trabalho (carga do processador), o consumo de energia e a temperatura do processador. Provavelmente se as temperaturas estiveram excessivamente altas, automaticamente se desativa alguns núcleos.
- Enhanced Intel SpeedStep;
O Intel SpeedStep é uma tecnologia que gerencia com maior eficácia os recursos de hardware, os desativando de acordo com a demanda, mais ou menos parecido com o Turbo Boost. Um exemplo da utilização do SpeedStep seria, quando o computador não está sendo utilizado, ou usando pouco recursos, como por exemplo na hora de realizar um download o SpeedStep reduz a voltagem e o clock do processador, diminuindo o consumo de energia e baixando a temperatura dos componentes. Isso além de gastar menos energia, aumenta o tempo de vida útil do processador e das demais peças, que também serão menos exigidas (regulador de voltagem, fonte de alimentação, cooler, etc.) Você pode perceber isso com os notebooks, eu tenho um Dual Core, que suporta tal tecnologia. Quando deixo ele em stand-by, e mecho no touch para ver a quantas anda a autonômia de bateria, o sistema operacional acusa que faltam 4, as vezes 5 horas para acabar a bateria, isso devido ao SpeedStep. Em alguns segundos, o processador é totalmente reativado, acusando o “tempo real”.
- Execute Disable Bit;
O Execute Disable Bit, ou XD Bit, permite ao processador destinguir porções de código que podem ser executados e códigos que são uma ameaça para o sistema, e portanto não podem ser executadas. Por exemplo: quando surge uma tentativa maliciosa de um worm de inserir um código na memória, o processador desativa a execução desse código, evitando a propagação do worm. Ou seja, por mesmo que exista um código malicioso, se o processador não o executar, ele não infecta o sistema. Este também é conhecido como DEP (Data Execution Protection), presente por exemplo a partir do Windows XP SP2.
- Arquitetura 64 bits Intel (EM64T);
Basicamente suporta sistemas 64 bits e realiza o endereçamento de mais do que 4096 MB, ou 4 GB, de memória RAM. Nesses casos é recomendável utilizar-se de sistemas 64 bits, como por exemplo Windows Vista x64. O problema de se utilizar tais sistemas é a falta de drivers para eles, mas há melhoria no desempenho geral do computador, servidor ou notebook.
- Tecnologia de Virtualização Intel.
A Tecnologia de Virtualização Intel otimiza e provê segurança nos processos de virtualização, algo comum atualmente, até em computadores de casa.
O Core i7 mais barato custa U$$ 284,00 o que aqui no Brasil, sem impostos custa aproximadamente R$ 633,00 o modelo 920, com menor clock. O modeo 940 custa U$$ 562,00 que no Brasil custa, sem impostos, R$ 1253,00. O modeo 965 Extreme, o do adesivo preto, custa aproximadamente, R$ 2222,00 sem impostos.
Logicamente que as terceirizadas asiáticas de Positivo, CCE e outras empresas por aí, compram os processadores em grandes lotes a preços extremamente menores.
Um ponto que achei negativo no Core i7 é a memória cache L2, chegando aos mesmos 2 MB do Phenon II da AMD, ressalvando-se pelos 8 MB de L3 da Intel, conta os 6 MB da AMD. Prato cheio para disputas entre AMD Fans e Intel Fans. Concerteza muitos irão comentar, mais o Core 2 Quad tem 12 MB de L2, e o Core i7 tem 8 núcleos, e o kiko? estamos falando de cache e Core i7 agora. Juro que pensava que o Core i7 viria com no mínimo de 1 a 2 MB de cache L2 por núcleo real (sem contar os 4 proporcionados pelo Hyper-Threading).
Por hoje é isso pessoal, acredito que deu para você ter uma parâmetro do que há por aí em termos de tecnologia de processadores no mercado.
Até a próxima.
PS: Apenas para ressaltar, não sou nem um AMD-Fan e nem um Intel-Fan, tenho um Dual Core e um Pentium 4, já usei alguns Celeron, Core 2 Duo e não tenho muito do que reclamar (só do fato de o P4 ser um devorador de energia elétrica). Já tive também um AMD Athlon XP 1700+ e foi o melhor processador que tive, mais logo logo estarei comprando um outro PC com um Intel, então não tenho preferência radical por nenhuma das duas fabricantes.
Via: Intel, Core-i7, Guia do PC, Wikipédia, Guia do Windows, Strobous e Toshiba Europa.

